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Lizboa é um projeto cancelado, desenvolvido pela VectrLab, que se propunha ser o primeiro FPS de Survival Horror português e cuja história se desenrola numa Lisboa pós-apocalíptica infestada por zombies.

A ser desenvolvido para PC e MAC, colocava o jogador no papel de um sobrevivente a uma pandemia que transformaria Lisboa no Ground Zero de uma catástrofe a nível mundial.

A ação decorre em espaços reconhecidos da capital, como Alfama, Graça, passando pela Baixa, Avenida da Liberdade, entre outros pontos importantes.

Como inspiração, os autores indicam filmes como 28 Days Later, Evil Dead, I am Legend, Dawn of the Dead, entre outros e jogos como Left 4 Dead e Resident Evil 1 e 2.

Propunha uma estratégia inovadora de financiamento, cujo plano se desenrolava em várias frentes – uma campanha de crowdfunding e brand e product placement, segmentados por perfil de utilizador e embebidos no ambiente de jogo de forma não-intrusiva.

Foi demonstrado pela primeira vez na edição de 2009 do Motelx e em Dezembro do mesmo ano, foi apresentado no 3º Ignite Portugal, onde Tiago Loureiro, CEO e Produtor Executivo fez uma apresentação do jogo, detalhando o conceito do jogo, métodos de promoção e captação de investimento.

Em 2010, anunciaram uma parceria com a Blueshark Studios, uma empresa portuguesa com um longo historial na área do desenvolvimento de jogos em regime de outsourcing, para a criação de arte conceptual para o jogo.

Em Maio anunciaram uma parceria com a Bad Behaviour, uma empresa de desenvolvimento e produção de cinema de horror, citando Ângelo Fernandes, “no sentido de expandir o universo de liZboa para [lhe] dar uma dimensão cinematográfica”.

Neste mesmo ano, chegados a uma nova edição do Motelx, apresentaram a primeira “vertical slice” do projeto, um demo jogável, onde após um ano de produção e com, finalmente, alguns conceitos definidos (arco da história, personagens e sua motivação, estruturação do universo de jogo) puderam apresentar todo o conceito e ambiência pretendida numa secção do jogo localizada no castelo de S. Jorge.

Apesar de toda a promoção, Tiago Loureiro, CEO da empresa, reconhece que foi um projeto demasiado ambicioso, tendo em conta que a empresa era apenas uma startup.

O projeto acabou por ser cancelado, pois tendo falhado a campanha de crowdfunding (numa época em que ainda não existiam Kickstarter e Indiegogo) e não tendo conseguido atrair investidores para apostar em brand e product placement, tornou-se impossível continuar o projeto apenas com capitais próprios.

 

 

 

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