Continuação do artigo iniciado aqui.
Após o lançamento da empresa e de modo a preencher todos os requisitos da produção foi necessário então contratar mais trabalhadores.
Tendo em vista a aquisição de financiamento, a companhia começou a fazer trabalhos na área multimédia em regime de outsourcing.
A partir de 2002, a empresa fez trabalhos de design 3D para construção civil, trabalhos de produção para a RTP Madeira e até ganharam o prémio “Madeira Inovação Empresarial”, em 2002.
Em 2003, apresentaram um protótipo no evento “Game Connection” em Lyon, França, onde obtiveram reacções muito positivas e vários elogios relativamente à história, gameplay e direcção artística, apesar de o protótipo tecnologicamente já se encontrar algo desactualizado.
Até 2005, todo o lucro da empresa foi sendo reinvestido no desenvolvimento do jogo até que chegou a um ponto em que os irmãos (Roberto e Rogério Silva) se cansaram de trabalhar intermitentemente no projecto e então decidiram tomar uma decisão – cancelá-lo ou então tentar obter financiamento de modo a poder dedicar-se exclusivamente ao mesmo.
No mesmo ano, participaram num congresso internacional de investimento de risco onde apresentaram o seu projeto: uma companhia com experiência na área multimédia, uma rede já estabelecida numa conferência de Game Developers em França e um plano de negócios elaborado com valores muito reduzidos, contanto com o cepticismo dos investidores portugueses relativamente aos videojogos.
Foram os próprios investidores a sugerir que o financiamento aumentasse de 300 mil euros para 500 mil, e isto apenas para o desenvolvimento de um protótipo jogável.
A companhia, conseguiu assim dois investidores, Madeira Capital e PME Investimentos, totalizando um investimento de 3,5 milhões de euros.
Depois disto, algumas alterações tiveram de ser feitas, por isso, apesar de a sede da empresa permanecer na Madeira, os irmãos foram forçados a abrir uma dependência em Portugal continental onde o jogo seria desenvolvido.
Acabaram por se estabelecer no Estoril, aumentando a equipa para 13 pessoas, mas com a expectativa de a aumentar ainda mais até um máximo de 30 pessoas, isto já no final do ciclo de desenvolvimento.
Ao se aperceber da nova magnitude do projecto, Rogério decidiu esquecer toda a arte e assets desenvolvidos até ao momento, mudando o nome do jogo para Ugo Volt.
Depois disto, Flow apenas permaneceu como o nome do motor de jogo desenvolvido pela equipa para servir de base ao jogo.